MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA DA ÁREA

    No caminho do Convênio

    On the Covenant Pathway

    'Cada porta é um ponto de entrada simbólico para o convênio associado e marca o progresso que fizemos em nossa jornada espiritual. O sacramento nos oferece a oportunidade de “retornar” à cada porta todas as semanas, para renovar os nossos convênios.' 

    O batismo marca o nosso primeiro convênio da nossa jornada pela vida como discípulos de Jesus Cristo. Essa primeira ordenança nos leva a um relacionamento pessoal e de convênios com o Pai, tornado possível através de Seu amor e graça por meio do sacrifício expiatório de Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo. Por meio de nossa obediência em guardar os convênios do evangelho, o Pai nos promete a vida eterna, incluindo paz e a alegria nesta vida.

    As condições de todos os convênios governam duas relações essenciais para o cumprimento dessas promessas. O primeiro é o relacionamento com o Pai e com Jesus Cristo, nosso Salvador e Redentor. O segundo é o relacionamento com o nosso próximo, homens e mulheres que já viveram, vivem agora ou ainda viverão na terra.

    Jesus ensinou que existem fundamentalmente dois mandamentos: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”[i] Cada convênio do evangelho testemunha esses dois grandes mandamentos. Ambos são baseados no amor.

    Néfi ensinou que, ao fazer o nosso primeiro convênio, “E estareis então no caminho estreito e apertado que conduz à vida eterna; sim, havereis entrado pela porta.”[ii] O caminho estreito e apertado é mais como uma Liahona[iii], uma bússola a apontar a direção que devemos seguir para finalmente obter a bênção da vida eterna na presença do Pai. É menos do que um caminho claro em que nós simplesmente trilhamos em nossa jornada eterna. Embora a Liahona nos indique para onde devemos ir, um Pai Celestial amoroso, que deseja que cresçamos, às vezes deixa que cada um de nós limpemos o caminho à nossa frente.

    Néfi dá-nos uma ilustração quando diz: “Porque a porta pela qual deveis entrar é o arrependimento e o batismo com água; e vem, então, a remissão de vossos pecados pelo fogo e pelo Espírito Santo. E estareis então no caminho estreito e apertado que conduz à vida eterna”.[iv] Outras ordenanças, incluindo a ordenação ao sacerdócio e todas as ordenanças do templo, podem ser comparadas a outras portas ao longo do caminho à medida que progredimos em direção ao Pai Celestial.

    Com exceção do sacramento, cada porta é um ponto de entrada simbólico para o convênio associado e marca o progresso que fizemos em nossa jornada espiritual. O sacramento oferece a oportunidade de “voltarmos” à cada porta, todas as semanas, para renovar os nossos convênios, reafirmando assim nosso compromisso de cumprir todas as obrigações que aceitamos em troca das bênçãos prometidas.

    Entre cada porta e cada “retorno”, enfrentamos a oposição do adversário. Além disso, é necessário que cumpramos com os deveres de nosso convênio. Limpamos o nosso caminho à medida que nos esforçamos em superar a oposição e cumprir com as responsabilidades de nossos convênios.

    Sempre que nos qualificamos a entrar em uma porta ao longo do caminho, cumprimos o primeiro grande mandamento e nos qualificamos às bênçãos que precisamos para nos ajudar, à medida que avançamos em direção à próxima porta. Em resposta ao nosso desejo e oração, o Pai Celestial nos concede poder por meio da graça de Seu Filho para vencer a oposição e guardar os nossos convênios. Nunca poderíamos nos qualificar para a vida eterna confiando apenas em nossa própria capacidade.

    Também avançando em frente estão outros viajantes, filhos de Deus como nós mesmos, nossos irmãos e irmãs. Para alguns, por causa das más escolhas feitas anteriormente, sua Liahona já não funciona mais, e eles vagam em “caminhos proibidos”.[v] Outros ainda, não estão cientes que existe um Deus, ou rejeitam essa noção, descartando a realidade da existência de Deus sempre que ela entra em conflito com a sua própria sabedoria mundana.

    De todos, o nosso profeta vivo, Presidente Russell M. Nelson, fez um apelo fervoroso a todos os membros da Igreja restaurada do Senhor, na Conferência Geral em abril deste ano:

    Vamos nos concentrar no ministério inspirado a indivíduos e famílias ... Nosso encargo do Senhor está registado na seção 20 de Doutrina e Convênios. Ali, somos instruídos a “visitar a casa de cada membro, exortando-os a orar em voz alta, em segredo e a todos os deveres familiares” e “sempre vigiar a Igreja e estar com eles e fortalecê-los”.[vi]

    O apelo do Presidente Nelson ecoou em todo o mundo.

    A irmã Sitati e eu nos regozijamos na oportunidade de unirmo-nos a vós meus irmãos e irmãs nesta grande área, neste ponto crítico em nossa jornada de discipulado, na história da Igreja do Senhor

    Que juntos respondamos ao chamado do nosso profeta com devoção singular. A nossa oportunidade nesta área é grande. Grande também será a nossa capacidade, à medida que nos levantamos para apoiar o Presidente Nelson nesta grande causa, e receber o poder fortalecedor da misericórdia, graça e perdão do Salvador por meio do Espírito Santo.

    Oro para que o Senhor conceda a cada um de nós o desejo de fazer a nossa parte, de obedecer o segundo grande mandamento, para que possamos ajudar a guiar muitos de nossos irmãos e irmãs à próxima porta em seu caminho, para que possam obedecer o primeiro grande mandamento, e que juntos, possamos sempre ter poder para continuar a nossa jornada espiritual eterna à medida que construímos o Reino de Deus sobre a terra.

    A promessa do Senhor no fim do nosso caminho estreito e apertado é certa: “Bem está, servo bom e fiel... entra no gozo do teu Senhor”.[vii]

    [i] Mateus 22:37-40

    [ii] 2 Néfi 31:18

    [iii] 1 Néfi 16:10

    [iv] 2 Néfi 31:17-18

    [v] 1 Néfi 8:28

    [vi] Russell M. Nelson, Treinamento das Autoridades Gerais, abril de 2018

    [vii] Mateus 25:21